Um psicanalista numa instituição de psicanálise: a série – Cosmopolita
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Um psicanalista numa instituição de psicanálise: a série

Não é novidade para ninguém: hoje, há inúmeras possibilidades de estudar psicanálise. Temos incontáveis livros, cursos – presenciais e online –, profissionais, instituições, enfim, uma verdadeira variedade de possibilidades, modalidades e psicanálises à nossa disposição. 

Com tantas opções disponíveis para se lançar nesse percurso, muito tem se pensado sobre qual é o papel de uma instituição de psicanálise na nossa realidade contemporânea. Aparentemente, alguns jeitos de fazer psicanálise hoje apontam para um novo modo de formação e, com isso, nos resta pensar: que modo vinha antes desse? 

Na clínica, sabemos do valor de escutar a história de vida de uma pessoa, e a história que essa pessoa faz da história de sua vida. Talvez, se me permitem certa ousadia, a história que o psicanalista faz das suas experiências nas instituições de psicanálise mereça a mesma escuta. 

Foi com essa intenção que a equipe editorial do Cosmopolita – a qual componho com meus queridos colegas, Suzane Costa (editora), Elisabete Monteiro e Francisco Capoulade – propôs um projeto: procurar psicanalistas das gerações anteriores, aqueles que nos transmitem a psicanálise hoje, para escutá-los sobre suas experiências em instituições de psicanálise. Se usamos a palavra transmissão, é porque não se trata somente de um conteúdo ou de uma compreensão daquilo que é passado. A teoria é aquilo que imaginamos receber, mas transmissão é o que recebemos. 

Desde quando comecei a frequentar os espaços de psicanálise em Campinas, a história das instituições na nossa cidade – pelo menos a que se escuta pelos corredores que separam (e conectam) as instituições – me despertou inúmeras inquietações. Por isso, fui escutar alguns analistas que estiveram ou ainda estão em Campinas sobre a forma como se faz psicanálise nas instituições e como essas instituições nos fazem analistas por aqui. 

Assim, fica aqui o meu convite a você, leitor do Cosmopolita, para acompanhar, nos próximos meses, nossa série de entrevistas “Um psicanalista numa instituição de psicanálise”, que é composta por cinco textos: este, de apresentação e quatro entrevistas, sendo três delas com Maria Teresa Lemos, Mauro Mendes Dias e Lúcia Bertazzoli, e uma quarta, que talvez não caiba bem na palavra “entrevista” tal como estou usando aqui…

Nos vemos em breve!

Carolina Manente, formada em Psicologia (PUCC), com experiência clínica pelo Serviço-Escola no Hospital PUC-Campinas, pelo Treinamento em Psicoterapia de Apoio e Arteterapia do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas (UNICAMP) e pelo Instituto Hospitalar de Psicanálise do GHU Hôpital Sainte-Anne em Paris. Pós-graduada em Teoria Psicanalítica pelo IPEP/UNIFAJ e mestranda em Linguística (UNICAMP).

  • Instagram: @carolinamanente_

Autor

carolina manente

1 Comentário

  • Marcos Roberto Bissiano
    Posted 21 de setembro de 2026 at 10:56

    Um assunto de extrema relevância!

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