Escrevinhações
Corpo
Pôr Cor?
Pouco, solto, sou “soul”
Que contorno é esse que me comporta?
Porta
Abertura em mim para o mundo
Portador de um eu profundo
Fundo paradoxal de minha superfície
Superfície?
Plano de contato, contágio…
Confusa fusão de eu – não eu…
Doeu?
Sim! E muito, e sempre
Então seria corpo a serpente que se sente?
Nem sempre; nem sempre
Corpo é mistério místico, é misto
Pitada de cantada do que em linguagem
Em mim se deixa dar ou calar,
Com um monte de…
Sei lá, será?
Vir a ser
Corpo é tesão
É urgência de xixi querendo sair
É o quê se sinte em cada centímetro
Ainda. Que não consentido
Sem o menor sentido, pra nenhum lugar
Ou para todos em um só momento
Tensão silenciosa
Eminência prazerosa
Corpo que me transborda, me transporta
Me data, perece, me humaniza
Inscreve minhas marcas
Ao transcrever minhas histórias
Em língua Real
Esse corpo é Outro
É nele me transformo
Corpo pulsão é pulsação
Ritmo e Dança
Corpo fechado
Protegido, isolado
Corpo distraído
Desavisado, desafinado, desastrado
Corpo estética, estatística, ética, Corpo cartesiano somente em latitude e longitude
Só corpo é corpo e só corpos sãos são corpos.
PaVi (re)nasce desde abril de 2016 pela extração tragicômica do viver da sonoridade rítmica de palavras que situam dores e outros sabores.
